Romance ficção que conta a história de Seu Luiz, de 63 anos, um funcionário público aposentado do Ministério da Cultura que pratica um atentado por acaso ao presidente Lula, em campanha de reeleição no ano de 2014, em pleno jogo da final da Copa do Mundo, no Maracanã. No camarote oficial estão as presidentes, Hylary Clinton, dos EUA e Dilma Houssef, do Brasil, o presidente da FIFA, Zinedine Zidane, o governador do Rio de Janeiro, o ex-jogador Romário de Souza Faria e algumas celebridades internacionais como os artistas Madonna, Bon Jovi e Sting, junto com o cacique Raoni.
O evento tem audiência planetária de bilhões de expectadores pela tevê que assistem o segundo tempo da partida entre as seleções do Brasil e Estados Unidos. Com uma carteirinha do PT e algumas amizades, Seu Luiz consegue furar o bloqueio da segurança ficando a uns 15 metros do camarote presidencial.
Dali consegue efetuar vários disparos da sua paintball automática, que visavam manchar apenas de vermelho, não as personagens principais do camarote, mas as personagens das sombras que sempre aparecem escondidas atrás das principais autoridades como coadjuvantes da história, mas que na realidade são há anos os senhores do nosso destino e a partir daquela data de todo continente sul americano.
Seu Luiz guardando uma sede de vingança construída ao longo do tempo tenta manchar de vermelho os ternos importados dos ex-ministros José Dirceu, Antônio Palocci e Luiz Cushiken, as eminências pardas de uma estranha esquerda que há anos detém o poder no Brasil e que se encontra às escondidas com Fidel, que ainda não morreu e para muitos continua desafiando a superpotência americana em seu próprio quintal. E agora, num evento de proporção planetária, o grupo tenta uma demonstração de supremacia armada, mas que logo se revela caótica e inoperante, porque enfrenta um grande inimigo instalado em suas próprias linhas de suprimento: a corrupção.
O fato se dá horas antes do jogo quando do deslocamento da seleção brasileira até o estádio. O escrete fica concentrado dentro do alugado transatlântico Queen Mary II, fundeado na baía de Angra dos Reis, de onde se desloca até a Pça Mauá, escoltado por uma fragata e um submarino, aparentemente movidos à energia nuclear, mas que depois, por uma revolta de um capitão da marinha, ficamos sabendo que é movido a óleo diesel. Afinal o urânio que deveria mover às máquinas era empobrecido e não enriquecido, por causa de uma fraudada licitação.
O escândalo vem à tona bem na hora que o navio atraca no cais e a delegação está sendo recebida pela presidente Dilma que de maneira empolgada reverte à situação revelando aos jornalistas que os planos nucleares continuam, mas que submarino e o cruzador foram dessa vez movidos mesmo a biodiesel, especificamente pelo óleo extraído da mamona. Enquanto isso, a delegação americana chega ao Maracanã de ônibus vinda de um hotel em Ipanema, onde na noite passada os atletas tiveram uns probleminhas causados pelo excesso de mulheres e caipirinhas.
Nenhuma das centenas de câmeras colocadas no estádio consegue registrar o exato momento dos disparos do terrorista que é no entanto filmado pelo celular de uma garotinha de 10 anos que só conta tudo pro pai quando chega em casa após o jogo. O pai, um fundamentalista do partidão, leiloa as imagens entre as redes Globo, Record e a poderosa líder de audiência, a rede de tevê do governo que pretende tirar proveito do atentado. O próprio presidente da rede, o empresário José Bonifácio de Oliveira, cada vez mais parecido com o maestro Heitor Villa Lobos, se encarrega pessoalmente das negociações.
As imagens dos segundos após os disparos, essas foram captadas por diversas câmeras e são vistas e revistas a exaustão. Nelas temos a certeza do caos formado após o atentado do terrorista que manchou com um liquido vermelho algumas das autoridades e celebridades do camarote. Ao verem seus protegidos espirrando sangue em suas roupas os seguranças brasileiros e americanos começam a sacarem as suas armas e a dispará-las uns nos outros durante quase intermináveis 2 minutos, quando então se começa o socorro às vítimas. Lula tem o dedo indicador da mão esquerda destroçado por um disparo real, Dilma recebe um tiro de raspão na testa, Hilary leva outro na bunda e milagrosamente nenhum dos alvos do terrorista é atingido.
A segurança do presidente consegue imobilizar Seu Luiz e levá-lo imediatamente para uma sala reservada do estádio, enquanto um grupo de para-médicos presta socorro às vítimas, que são levadas para o meio do campo do estádio e socorridas e depois conduzidas por um helicóptero de resgate a um hospital mais próximo. A cena divide a platéia de 80 mil pessoas, metade aplaude e a outra vaia.
O jogo reinicia e os Estados Unidos conseguem ganhar do Brasil por 1 a zero. Durante toda à noite e madrugada são emitidos seguidos boletins médicos do estado de saúde dos feridos que são medicados e têm altas no dia seguinte. A exceção é Lula que é removido para o hospital de base de Brasília, onde após um calvário de 29 dias, desaparece misteriosamente sob uma cortina de desinformações.
Nesse período, sua assessoria de imprensa distribui boletins diários de sua saúde que oscila da rápida recuperação a um estado vegetativo provocado por uma infecção hospitalar generalizada que atinge órgãos vitais. Nas fotos distribuídas à imprensa vemos um Lula sentado e recebendo às visitas dos presidentes Fidel Castro e Hugo Chaves e de Hilary Clinton, acompanhada agora de seu marido Bill. Visitam-no também os artistas Madonna, Bon Jovi, Sting com Raoni e o rei Roberto Carlos.
Mas após um boletim bem desesperançoso a assessoria de imprensa revela uma dramática carta de despedida de Lula, onde ele abdica da sua candidatura à presidência da república e pede ao povo brasileiro que aceite como seu herdeiro político o companheiro e ex-ministro José Dirceu, o seu eterno conselheiro, o único homem capaz de levar o Brasil a ser a maior potência do planeta, a potência ecumênica das raças e religiões, dos credos econômicos e científicos, a única capaz de impedir que a fome retorne ao planeta, a mais bem preparada para enfrentar a vastidão do universo e de colonizar outros mundos sem desigualdade social.
Uma multidão se acerca do hospital e assiste a saída de um esquife que é colocado num carro de bombeiros e levado até a frente do Palácio do Planalto, onde é recebido em euforia pela multidão que participa da cerimônia de uma missa campal. Três dias depois Lula é sepultado em Caetés, sua terra natal, município de Garanhus, no interior de Pernambuco. Uma semana depois Dirceu sofre um atentado em São Paulo de onde escapa e sai aclamado no braço do povo e ganha com facilidade a indicação do partido para candidato à concorrer a eleição presidencial.
Por outro lado nesses 29 dias acontece à história de Seu Luiz que é levado para uma super prisão da Polícia Federal, em Brasília. Lá sofre toda sorte de tortura mental, mas quem enlouquece é o delegado encarregado do caso, diante das inúmeras versões que pipocam de todos os lados e com a triste história daquele simplório e inofensivo velhinho, ex-servidor público que confessa ter agido sozinho, descartando qualquer hipótese de conspiração, até porque surge um boato que o presidente estaria vivo.
Lula estaria totalmente inconsciente por causa do tiro no dedo destroçado. Outra história da conta que Lula estaria em Cuba, junto com Fidel e outra revela que seu corpo teria sido congelado numa clínica de criogenia, em Houston Texas. Mas a versão mais absurda dá conta que Lula foi vítima de uma conspiração engendrada pelos três cavaleiros do juízo final que se cansaram de puxar as cordinhas e resolveram assumir de vez o poder.
Seu Luiz é condenado a 35 anos de prisão, mas tem redução da pena para 7 anos, por ser idoso e por cair na simpatia de um juri popular. Vai para uma prisão especial no interior de São Paulo, onde escreve o best seller Acho que Matei o Presidente, contando as passagens 'vividas no período da investigação. O livro chega na lista dos mais vendidos e tem uma versão pro cinema e o autor, depois de várias entrevistas na tevê, inclusive uma no Programa do Jô, sai na frente das pesquisas pra eleição para presidente. É procurado por um partido de oposição, mas não aceita preferindo continuar na sua nova carreira de escritor.
A história de Seu Luiz e toda a sua experiência no período das investigações, mesmo sendo réu confesso, expõem o realismo fantástico da sociedade brasileira. Suas referências às Diretas Já são interpretadas pelos psiquiatras do governo, como um quadro paranóico, em que o paciente poderia estar achando que estava ouvindo o senador Ulisses Guimarães.
O trabalho que realizou na construção da cascata na Casa da Dinda, onde teria presenciado uma cerimônia de magia negra, segundo analistas do PT, apontam para um complô colorido vindo do passado. Tem ainda a possibilidade de uma conspiração internacional, envolvendo a disputa do controle da informação no país e até a possibilidade de desarticulação do escrete canarinho para a vitória da águia americana ou o controle das reservas petrolíferas da Bacia de Santos.
Entre as histórias hilárias desse romance está uma que envolve a cantora Madonna e o lançamento do seu último dvd que seria gravado ao vivo durante o seu show na Praia de Copacabana, onde ela tentaria bater o Record de público dos Rolling Stones. Na ocasião sua gravadora tenta agregar um valor social ao produto que é a adoção pela cantora de duas crianças de rua para chamar atenção dos seus fans a este tipo de problema em países do terceiro mundo.
Mas a situação foge do controle devido à burocracia oficial visando a adoçao pelos meios legais। Devido ao prazo, pois as crianças deveriam estar no palco na hora do mega show, a gravadora oferece até 1 milhão de dólares por duas crianças negras e sadias, desencadeando uma corrida do ouro que acaba envolvendo produtores, artistas e celebridades numa feijoada beneficente que termina em troca de tiros entre as duas maiores facções do tráfico da cidade interessadas na jogada.
No meio de toda a confusão surgem denúncias de superfaturamentos para a construção dos estádios, e das linhas dos metros e .....
........ bem aí tem de ler o livro